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quinta-feira, 13 de maio de 2010

HUMANIDADE DEVE EVITAR CONTATO COM ALIENÍGENAS, ALERTA FÍSICO BRITÂNICO


Da BBC
Humanidade deve evitar contato com alienígenas, alerta físico britânico




Hawking disse que é 'perfeitamente racional' acreditar na existência de alienígenas

O renomado físico britânico Stephen Hawking sugeriu que os seres humanos devem evitar fazer contato com seres extraterrestres.

Em uma série de documentários a ser exibida em maio no Discovery Channel, Hawking diz que é "perfeitamente racional" acreditar que pode existir vida fora da Terra, mas adverte que os alienígenas podem simplesmente roubar os recursos do planeta e ir embora.

"Se os alienígenas nos visitassem, as consequências seriam semelhantes às (que aconteceram) quando (Cristóvão) Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos", afirma.

"Nós só temos que olhar para nós mesmos para ver como vida inteligente pode evoluir para alguma coisa que não gostaríamos de encontrar."

No passado, foram enviadas sondas para o espaço levando artefatos com diagramas e desenhos mostrando a localização da Terra.

Hawking diz que a probabilidade matemática é de que existam seres vivos em outros lugares do universo mas "o verdadeiro desafio é imaginar como poderia ser a aparência dos alienígenas".

O programa especula sobre várias espécies de extraterrestres, inclusive herbívoros de duas patas e predadores semelhantes a lagartos.

Hawking admite, contudo, que a maior parte dos seres em outras partes do universo provavelmente não passará de micróbios.

Em uma série exibida recentemente na TV da BBC - Wonders of the Solar System (Maravilhas do Sistema Solar) - o físico britânico da Universidade de Manchester, Brian Cox, também sugeriu que pode haver vida em outra parte do nosso sistema solar.

Segundo Cox, pode haver organismos sob a camada de gelo que envolve Europa, uma das luas de Júpiter.

Ele afirmou que aumentam os indícios de que pode haver vida em Marte. "Nós só saberemos com certeza quando a próxima geração de naves espaciais, adaptadas para procurar vida, for lançada para as luas de Júpiter e as planícies áridas de Marte nas próximas décadas."

09/05/2010

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Gene pode explicar longevidade menor dos homens


DA BBC

Gene passado pelos espermatozoides
seriam chave da longevidade
Cientistas no Japão anunciaram ter identificado nos espermatozoides um gene que estaria ligado ao fato de os homens viverem menos que as mulheres.

Um estudo feito com ratos pela Universidade de Agricultura de Tóquio, publicado na publicação especializada Human Reproduction, concluiu que o gene existe nos dois sexos das cobaias, mas parecia ser ativo apenas nos machos.

Os pesquisadores analisaram ratos criados com material genético de duas mães e nenhum pai.

Os filhotes livres de qualquer material genético herdado de um macho viveram em média 30% mais do que ratos com uma herança genética normal.

Mamíferos

Esses filhotes eram menores e mais leves, mas tinham um sistema imunológico melhor.

Os pesquisadores acreditam que as conclusões do estudo podem ser aplicadas em todos os mamíferos, inclusive no homem.

"Já sabemos há algum tempo que as mulheres tendem a viver mais que os homens em quase todos os países do mundo, e que essa diferença de longevidade também ocorre em muitas outras espécies de mamíferos", afirmou Tomohiro Kono, um dos autores do estudo.

"Entretanto, a razão para esta diferença ainda não era conhecida e, particularmente, não se sabia se a longevidade dos mamíferos era controlada pela composição genética de apenas um ou dos dois pais."

"Nossos resultados sugerem diferenças na longevidade sendo originadas no nível do genoma, implicando que o genoma do espermatozoide tem um efeito prejudicial na longevidade dos mamíferos", afirmou o especialista.

17/12/2009

Noticias Brasil / mundo
Moises Lourenço/SP
Moises@caiofabio.com
Twitter: moiseslourenco

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Criança britânica é diagnosticada com esclerose múltipla aos 5 anos


Jane Elliott
repórter de Saúde da BBC News

Sam sofria com dores de cabeça fortes
Um menino britânico de cinco anos foi diagnosticado com esclerose múltipla – uma doença neurológica crônica e degenerativa que afeta a coordenação motora.

O caso, considerado raro entre crianças, recebeu a princípio um diagnóstico incorreto de médicos consultados pela família em Dumfries e Galloway, sudoeste da Escócia.

Sandra Blyth, mãe de Sam Blyth, relata que entre os primeiros sintomas apresentados pelo menino estavam dores de cabeça quase constantes, sempre no mesmo lugar.

De acordo com Blyth, os médicos afirmavam que as dores de cabeça da criança eram causadas por um forte resfriado.

"Sendo mãe, eu sabia logo no começo que havia algo errado", afirmou. "Ele nunca tinha reclamado de dor de cabeça antes e elas pareciam tão fortes."

Blyth relata que, em algumas ocasiões, as dores acordavam o menino durante a noite e ela levou o filho ao médico quatro ou cinco vezes. Todas as vezes eles falaram que era apenas um resfriado e o mandaram de volta para casa.

Perda de visão

No dia 3 de março de 2009 os sintomas de Sam pioraram.

"Ele começou a gritar, falando que não conseguia ver. Levei para o hospital, chorando e disse 'acho que ele tem um tumor no cérebro'", afirmou.

Os médicos fizeram um exame de sangue, tomografia e exame de ressonância magnética.

Sam Blyth foi enviado então a Edimburgo onde foi diagnosticado com encefalomielite disseminada aguda, um distúrbio inflamatório com sintomas similares aos da esclerose múltipla, mas que afeta o paciente apenas uma vez e, em até 75% dos casos, a recuperação é completa.




Esclerose múltipla causa danos a células nervosas
Sam recebeu um tratamento com esteroides e se recuperou. No entanto, meses depois, ele começou a mostrar sintomas preocupantes novamente.

Demora no diagnóstico

Com apenas cinco anos, Sam Blyth foi diagnosticado com esclerose múltipla, doença de causa ainda desconhecida, e atualmente está sendo tratado com injeções de interferon-beta e esteroides.

Evangeline Wassmer, neurologista pediatra no Hospital Infantil de Birmingham, afirmou que a demora para se chegar a um diagnóstico da doença não é raro, pois existem outras doenças, em crianças, parecidas com a esclerose múltipla.

"Esclerose múltipla em crianças é rara: não temos os números exatos de casos, mas podem existir entre 45 e 300 crianças diagnosticadas na Grã-Bretanha por ano."

A médica acrescentou que é muito difícil falar para a família de uma criança sobre a doença já que "cerca de 50% (dos diagnosticados) vão precisar de ajuda para andar quando tiverem 40".

A mãe de Sam, Sandra Blyth, afirmou que nunca imaginava que uma criança poderia ter a doença.

"Sempre pensei que a doença afetava apenas adultos na faixa dos 40 anos. Nunca pensei que ele (Sam) teria esclerose múltipla tão cedo".

16/12/2009


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Moises Lourenço/SP
Moises@caiofabio.com
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Astrônomos acham estrela 35 vezes mais quente que o Sol

Estrela da nebulosa Bug. Foto: Anthony Holloway (JBCA)

Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com temperaturas 35 vezes maiores do que o Sol.

Segundo os cientistas do centro de pesquisas Jodrell Bank Centre for Astrophysics da universidade, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na nebulosa Bug, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.

"Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa", disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester.

De acordo com ele, nebulosas planetárias como a Bug se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço.

Sorte

"Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A nebulosa Bug, que está a cerca de 35 mil anos luz na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares."

Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera.

As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal.

"Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo", disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.

"Este é um objeto verdadeiramente excepcional."

Segundo o cientista Tim O'Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas.

15/12/2009


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Moises Lourenço/SP
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Nicholas Wade: "A seleção natural moldou a religiosidade"

Em entrevista a ÉPOCA, autor do livro "O Instinto da Fé", conta como a religião se tornou uma vantagem competitiva determinante para o triunfo da humanidade

José Antonio Lima
Revista Época


WADE Para o autor, a religião forçou o comportamento moral, criando vantagens para determinados grupos
A religiosidade é um comportamento moldado pela seleção natural e fez alguns grupos de seres humanos terem vantagens competitivas sobre outros há milhares de anos. O resultado disso é que hoje todos nós temos um instinto religioso, que nos faz querer acreditar em Deus. A polêmica tese está no livro The Faith Instinct (O Instinto da Fé em tradução literal, ainda sem nome oficial no Brasil), do jornalista britânico Nicholas Wade, repórter especial de Ciências do jornal americano The New York Times.
Nascido e criado no pequeno condado inglês de Buckinghamshire, Wade foi criado na Igreja Anglicana, mas diz que sua religião não influenciou a obra. Wade conta que escreveu o livro como jornalista e, portanto, tentou evitar a inclusão de qualquer experiência pessoal.
Como fez no livro de 2006 Before the Dawn (Antes do Amanhecer em tradução literal), no qual tenta reconstruir a ancestralidade do homem desde a dispersão pela África, há 50 mil anos, Wade usa descobertas recentes da arqueologia para tentar provar que o fato de ter uma religião – seguindo o chamado instinto da fé – está na base do sucesso dos seres humanos como espécie.
Nesta entrevista a ÉPOCA, Wade conta como chegou a essa conclusão e explica como a religião beneficiou a humanidade.

ÉPOCA – O senhor se baseia em evidências arqueológicas que provariam que o comportamento religioso do ser humano existe há milhares de anos. Quais são as principais evidências?
Nicholas Wade – Há uma série de evidências descritas no livro, como arenas para danças religiosas de 7 mil anos, templos de 1,5 mil anos. Essas evidências são persuasivas e mostram que a religiosidade é universal. Isso sugere que esse comportamento é muito antigo e já estava presente na população humana ancestral antes de ela se dispersar na África, 50 mil anos atrás.

ÉPOCA – Quais são as vantagens evolutivas proporcionadas pela religiosidade?
Wade – A religiosidade conferiu uma vantagem muito significativa a alguns grupos de humanos. Ela permitiu que determinados grupos permanecessem juntos, criassem uma ligação emocional e buscassem um objetivo comum. Uma vez que todos estivessem comprometidos com esse objetivo, eles poderiam chegar a um acordo sobre como se comportar em relação ao outro, definindo padrões morais, poderiam decidir como se defender contra inimigos. Era uma vantagem poderosa, e a seleção natural permitiu que os grupos com comportamento religioso sobrevivessem e florescessem.

ÉPOCA – Então a religião e a moralidade evoluíram em conjunto?
Wade – São instintos diferentes. Nós vemos indícios de um comportamento pré-moral em animais, como por exemplo nos chimpanzés. Dois machos podem brigar, mas depois fazem as pazes e essa reconciliação traz benefícios ao grupo. A religião e a religiosidade funcionam de forma diferente. Uma coisa é saber o que é certo e outra é realmente fazer o que é certo. A religião força o comportamento moral.

No começo do século XX algumas pessoas diziam que a religião iria acabar, mas elas estavam completamente erradas

ÉPOCA – A seleção natural de grupos é contestada por muitos biólogos. Como o senhor defende essa constatação sobre o comportamento religioso diante dessas críticas?
Wade – Sempre houve uma dificuldade para a Teoria da Evolução explicar vários comportamentos sociais humanos, como é a religião. O problema é o seguinte: se você gastar tempo ajudando as pessoas, terá menos tempos para ajudar seus filhos a sobreviver. Então, por essa lógica, uma pessoa que ajuda as outras, um altruísta, deixará menos filhos, e assim os genes do altruísmo desapareceriam rapidamente da população. Mas o que vemos é uma sociedade com muitos altruístas. Então, como explicar isso? O próprio Darwin pensou nesta questão e sugeriu que a seleção natural atua nos grupos. Segundo ele, se um grupo tiver mais altruístas, esse grupo vai prevalecer sobre um grupo com menos altruístas. Desde Darwin, muitos biólogos questionaram isso e defendem que a seleção natural agiria muito mais rapidamente sobre indivíduos, contra o altruísmo, do que sobre grupos, a favor do altruísmo. Por conta desse argumento a teoria da seleção de grupos perdeu espaço, mas recentemente alguns biólogos, como Edward O. Wilson [pioneiro do estudo da sociobiologia, de Harvard], disseram que a seleção natural dos grupos pode ter tido papel importante, especialmente na evolução humana, por conta de dois fatores: as guerras e as pressões internas contra comportamentos individualistas, que forçavam, por exemplo, que o caçador dividisse a comida com os outros. Isso pode ter suprimido ou reduzido a velocidade dos efeitos da seleção natural individual.

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ÉPOCA – E essas vantagens são importantes hoje em dia?
Wade – Ainda são, tanto que todas as sociedades que conhecemos possuem religião, mesmo aquelas em que houve uma tentativa de acabar com a religiosidade, como a União Soviética. Temos um instinto religioso, e a maioria das pessoas quer ter algum tipo de religião, mesmo aquelas que não acreditam nas religiões em que foram criadas. A religião continua a desempenhar um papel importante na vida das pessoas.

ÉPOCA – Vivemos em uma era de triunfo da ciência, na qual muitas pessoas se dizem religiosas, mas não vão à igreja ou a qualquer que seja o templo. Qual é o futuro da religião?
Wade – Essa é uma pergunta tão interessante como difícil de responder. Se olharmos apenas para o Ocidente veremos situações díspares. Nas sociedades europeias, cada vez mais as pessoas estão deixando de ir à igreja, mas nos Estados Unidos elas continuam indo muito, e a religião tem um papel muito importante na sociedade. Podemos dizer que as pessoas sempre terão o instinto da fé dentro delas e se vão ou não à igreja depende da condição em que estão, por exemplo passando por uma guerra, pobreza ou estresse, situações que tendem a aumentar a necessidade de ir à igreja. Talvez seja por isso que na Suécia, onde há um estado de bem-estar que funciona muito bem, as pessoas têm menos necessidade de ir à igreja, enquanto na sociedade como a americana, na qual é muito difícil ser pobre, elas vão mais à igreja. É difícil encontrar uma resposta, mas é fato que no começo do século XX algumas pessoas diziam que a religião iria acabar, e elas estavam completamente erradas.

ÉPOCA – Os religiosos são mais evoluídos que os ateus?
Wade – Não, todos temos o mesmo instinto religioso. E esse instinto não é uma religião, mas simplesmente a habilidade de aprender uma religião e se comprometer com a religião de sua comunidade. É um processo semelhante ao da linguagem. Temos um instinto que nos faz aprender a língua falada ao nosso redor, mas se você não exercitar isso, nunca vai aprender apropriadamente. Se a pessoa não se comprometer com a religião da sua comunidade até 12 ou 15 anos, talvez ela nunca signifique muito para você.

13/12/2009


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